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Que linha você segue?
Que linha você segue?
Na minha profissão é muito comum ouvir esse tipo de pergunta. E confesso que para mim é a pergunta mais fora de linha que existe.
Quando alguém me faz essa questão costumo responder com uma outra pergunta: qual é a linha que a sua alma se encaixa melhor? A resposta dada já me trará informações valiosas sobre a alma do paciente.
Mas quando estou de humor um tanto atacado costumo responder que quem segue linha é trem e olhe lá, porque às vezes até ele mesmo descarrilha. As costureiras também gostam das linhas, mas o objetivo da terapia não é o de costurar a alma.
Muitos psicólogos não concordam comigo, mas penso que o terapeuta não tem que ter uma linha definida, mas sim coração, abertura, criatividade e intuição.
O psicólogo tem que ter mente aberta e rica curiosidade. Ler de tudo, estudar de tudo e viver a sua própria complexidade de maneira sincera e autêntica.
O ser humano não cabe dentro de nenhum modelo psicológico por mais sofisticado e complexo que esse modelo seja. Isso é fato!
Estou esperando que alguém me pergunte se vou fazer um 21 ou um 15 na telefonia terapêutica.
O terapeuta precisa ter o 21 (ou melhor, o 12) do coração e ter o 15 (ou melhor, o 51 da boa idéia) da intuição para fazer a ligação na telefonia da alma. Essas são as duas ferramentas principais da abordagem clínica em Psicoterapia.
É claro que as teorias e técnicas psicológicas nos ajudam e muito, pois elas nos dão dicas e materiais teóricos importantes que nos orientam no trabalho com o Ser.
Mas enquadrar um paciente num modelo psicológico específico e se fechar num conjunto específico de técnicas e pressupostos antropológicos, isso me parece algo bastante antiético e reducionista.
A Psicologia mais do que uma ciência é uma arte. E o principal instrumento da arte é a criatividade.
Muitos terapeutas ficam presos em modelos e visões que não dão conta dos diferentes níveis da complexidade anímica. O problema não está em um modelo psicológico específico, mas na excessiva identificação com ele.
O que mais vale em uma relação terapêutica é o amor pelo humano e o respeito pelos mistérios da alma.
A alma é assunto que escapa dos modelos positivistas, mecanicistas e reducionistas. Esse mistério jamais poderá ser compreendido pela razão e pela ciência. O mistério da alma deve ser amado pelo coração.
Infelizmente a Psicologia para ganhar status de ciência jogou na lata do lixo aquilo que há de mais precioso na natureza humana: a dimensão espiritual.
E o que chamo de espiritual nada tem a ver com a religião. Para mim o espiritual é o reconhecimento da unidade na multiplicidade e a percepção pelo amor de que tudo vem da mesma fonte criadora.
Nada mais expressa a consciência espiritual do que uma vida ética, ecológica e centrada nos valores da paz, do amor, do respeito pelo próximo e pela vida em suas infinitas dimensões.
A nossa Psicologia precisa resgatar o espiritual e trabalhar no ser humano o despertar da sua magia Crística Divina.
Mas me lembro que na faculdade esse assunto era proibido.
A confusão que se faz entre o espiritual e o religioso têm as suas raízes na história da cultura humana e isso formatou o preconceito nas academias e faculdades.
Qualquer abordagem em Psicologia deve considerar que o ser humano é um ser cujas entranhas tocam as dimensões do mistério espiritual e divino.
O ser adâmico carrega em genética mais profunda as presenças dos códigos divinos e da Luz Crística. Os doze filamentos do DNA Sagrado comprovam isso.
O ser humano é uma tapeçaria divina feita de muitas linhas vibracionais espirituais tecidas pela Mente Cósmica.
Por isso uma linha psicológica não dá conta das múltiplas cordas vibracionais que compõem o “tantra” ou tecido da humanidade.
O que poderá dar conta da tapeçaria espiritual humana?
O amor.
A verdade humana e os mistérios adâmicos só poderão ser compreendidos pelo “kardia” do coração e não pelo “logos” grego da razão.
O bom terapeuta será aquele que saberá ouvir o coração do paciente sem julgamentos e análises, pelo próprio coração.
O encontro terapêutico é de coração para coração, portanto, de natureza profundamente espiritual.
A pergunta daqui para frente deverá ser a seguinte: nós poderemos tocar juntos as 12 cordas da minha alma e do meu coração?
O terapeuta não deve ser fiel a uma linha específica e sim à complexidade do paciente. Terapia é tocar as linhas ou cordas do coração com o coração.
Nem 15 e nem 21. Mas 12!
Esse é o número da operadora da alma. Neste plano de telefonia pode-se discar a vontade, mas na promoção do amor, quanto mais se escuta menos se paga.
Dr. Antônio Ricardo Nahas
Psicoterapeuta formado em Psicologia pela USP. Acupunturista. Curso sobre Psicologia
Budista em Dharamsala, Índia. Realizou estudos sobre Budismo Tibetano com
o atual Dalai-Lama no “Namgyal Monastery”, Dharamsala, Índia.
Curso sobre Psicologia Tibetana e Práticas Contemplativas pelo “Sakya
Tsechen Thubten Ling Centre” no “Asian Centre”, “University
of British Columbia” (U.B.C.), Vancouver, Canadá, com o lama Sakya
Trizin. Participação em palestras e workshops promovidos pela “Association
for Transpersonal Psychology” na U.B.C., Canadá, nas áreas
de Psicologia Transpessoal e Ecopsicologia. Participou de cursos e palestras sobre
Medicinas Chinesa, Tibetana e Ayurvédica. Formações em Práticas
Energéticas Chinesas, Biopsicologia e Hipnose. Conheceu várias práticas
terapêuticas corporais, psicológicas e espirituais quando visitou
o México, a Indonésia, a Austrália, a Índia, o Canadá,
a China, a Bolívia, Peru, Egito e Grécia. Curso de Aprimoramento
em Medicina Tradicional Chinesa na “Xiamen University”, China.
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