|
Barack Obama ou Baraka Ôba - ama: o prêmio No - bélico.
Certa vez alguém disse que estávamos vivendo na Era dos Extremos. Para ser preciso, o filósofo Hobsbawm fez consideração sobre um momento da história onde os extremos são indiscerníveis.
Como diz também o filósofo Paulo Arantes, hoje não podemos mais saber onde termina o surto de insanidade mundial e onde começa a rotinização do impensável.
Os opostos estão se tornando indiscerníveis na era da deusa Kali da mitologia hindu.
Como entender que um líder de um país imperialista envolvido atualmente em duas guerras (Iraque e Afeganistão) possa ganhar um prêmio Nobel da Paz?
O mais novo laureado prêmio Nobel da Paz está enviando ao Afeganistão trinta mil soldados, consolidando a constatação de que estamos em plena era da indistinção.
A lógica que permeia os fenômenos do mundo atual é a da indistinção e da intercambiabilidade entre opostos indiscerníveis.
Hoje não distinguimos mais o substancial do acidental, o sagrado do profano, a paz da guerra, o real do virtual, o sano do insano, o Baraka Ôba-ama do Barack Obama e o Nobel do No - bélico.
A operação “Choque e Pavor” acontece diariamente nos desertos do real quando por cima do recheio belicoso do bolo imperialista é encontrada a cobertura doce da ideologia do bem.
Dentro da lógica da sanidade e do bom senso, o prêmio Nobel da Paz deveria ser dado ao Baraka Ôba – ama, já que Baraka na tradição sufi significa benção e essência. E o amor é a essência de tudo. Baraka Ôba –ama deveria ter ganho esse prêmio.
Quanto ao outro caberia um prêmio de consolação, já que tem uma história de glórias e vitórias na sua caminhada política e pessoal.
Mas qual prêmio poderia ser dado à Barack Obama?
O prêmio Mabel.
Quando pequeno eu comia muito as bolachinhas da Mabel e até hoje são motivos de alegria para mim.
As rosquinhas Mabel seriam de bom tamanho para Obama.
Mesmo porque isso não tiraria do prêmio Nobel a sua seriedade e essência e nem desqualificaria os prêmios dados merecidamente aos ganhadores do passado.
O filme Baraka retrata bem o que a idelogia neo-liberal e o imperialismo dos sentidos corrompidos estão fazendo com a natureza humana e com o meio ambiente.
Mas qual o filme que Barack está produzindo no cenário mundial?
Talvez a continuidade do filme de terror iniciado por Bush, só que de maneira mais suavizada por uma imagem mais carismática e centrada.
O que estamos percebendo é que todos os dias ocorrem atentados morais, éticos e físicos em todas as dimensões da vida e em todos os lugares deste planeta em exílio e quarentena.
No calendário da Era das Incertezas, todos os dias são 11 de Setembro.
Me darei o direito agora, de no meu delírio onipotente, porque também sou filho de Deus, de entregar o meu prêmio Nobel à Chico Xavier e a todos os que verdadeiramente lutam por um mundo melhor.
Dr. Antônio Ricardo Nahas
Psicoterapeuta formado em Psicologia pela USP. Acupunturista. Curso sobre Psicologia
Budista em Dharamsala, Índia. Realizou estudos sobre Budismo Tibetano com
o atual Dalai-Lama no “Namgyal Monastery”, Dharamsala, Índia.
Curso sobre Psicologia Tibetana e Práticas Contemplativas pelo “Sakya
Tsechen Thubten Ling Centre” no “Asian Centre”, “University
of British Columbia” (U.B.C.), Vancouver, Canadá, com o lama Sakya
Trizin. Participação em palestras e workshops promovidos pela “Association
for Transpersonal Psychology” na U.B.C., Canadá, nas áreas
de Psicologia Transpessoal e Ecopsicologia. Participou de cursos e palestras sobre
Medicinas Chinesa, Tibetana e Ayurvédica. Formações em Práticas
Energéticas Chinesas, Biopsicologia e Hipnose. Conheceu várias práticas
terapêuticas corporais, psicológicas e espirituais quando visitou
o México, a Indonésia, a Austrália, a Índia, o Canadá,
a China, a Bolívia, Peru, Egito e Grécia. Curso de Aprimoramento
em Medicina Tradicional Chinesa na “Xiamen University”, China.
|