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Café ou Chá de Arruda?
Café ou Chá de Arruda?
Os últimos artigos que venho escrevendo são de natureza mais crítica e política.
É angustiante perceber que a nossa Ferrari está sendo dirigida por pilotos embriagados pelo poder e pela ambição.
Cadê o bafômetro? Ou melhor, o etnômetro?
O etnômetro é um aparelho psicotrônico a ser inventado capaz de medir a quantidade de energia ética em angstrôns emanada do coração do ser humano.
Quantos políticos passariam hoje no teste do etnômetro?
Os alcoóis da ambição e do poder são os combustíveis que movimentam as mentes sociopáticas daqueles que estão no congresso e em outros pontos estratégicos de poder.
Desde pequeno escuto dos antigos que existe um chá capaz de muitos milagres.
O chá de arruda é capaz de acalmar o sistema nervoso, matar piolhos, provocar a menstruação, estimular a cicatrização e até mesmo nos proteger do mau olhado.
É uma planta com cheiro forte e da família das Rutáceas.
Mas existem determinados tipos de Arrudas que também provocam diarréias éticas e feridas morais.
Esses tipos de Arruda são encontrados nos jardins de Brasília, capital nacional da corrupção.
Os efeitos desta erva daninha, cujas flores são de plástico e de cor cinza, são contrários aos efeitos da outra espécie, florzinha verde que acalma e cura.
Esse tipo de Arruda encontrado em Brasília, não produz calma, não tem efeitos terapêuticos e ainda possui uma propriedade interessante: o de atrair maus olhados.
Na primeira campanha presidencial do Lula – lá, agora nem aqui, o discurso do pão com manteiga e café quentinho deixou muitos com a boca cheia de água.
Hoje temos além do café, o tóxico chá de Arruda, aquele dos jardins de Brasília, invisíveis aos olhos de um presidente míope do presente, profeta do futuro e orgulhoso do passado.
O nosso presidente vive em uma linha temporal interessante. Ele consegue ser vidente do futuro, cego do presente e quando se trata de campanha política eleitoral, recupera a historicidade de um passado de lutas onde enxergava até o que não devia.
Esses chás da tarde tomados nos templos da corrupção deixam a boca amarga e o coração descrente. Um “Daime” que produz delírio onipotente e perverso.
Será que a arte da jardinagem salvará os brasileiros das ervas daninhas que crescem nos jardins do planalto central?
Nós precisamos urgentemente aprender a cultivar na terra as arrudas do bem e arrancar as ervas daninhas do mal.
Mas enquanto repetirmos o modelo da negação que vem lá de cima e que diz que os olhos fechados são melhores do que os olhos abertos, continuaremos com a boca amarga e com o cheiro forte e fétido dos Arrudas.
Dr. Antônio Ricardo Nahas
Psicoterapeuta formado em Psicologia pela USP. Acupunturista. Curso sobre Psicologia
Budista em Dharamsala, Índia. Realizou estudos sobre Budismo Tibetano com
o atual Dalai-Lama no “Namgyal Monastery”, Dharamsala, Índia.
Curso sobre Psicologia Tibetana e Práticas Contemplativas pelo “Sakya
Tsechen Thubten Ling Centre” no “Asian Centre”, “University
of British Columbia” (U.B.C.), Vancouver, Canadá, com o lama Sakya
Trizin. Participação em palestras e workshops promovidos pela “Association
for Transpersonal Psychology” na U.B.C., Canadá, nas áreas
de Psicologia Transpessoal e Ecopsicologia. Participou de cursos e palestras sobre
Medicinas Chinesa, Tibetana e Ayurvédica. Formações em Práticas
Energéticas Chinesas, Biopsicologia e Hipnose. Conheceu várias práticas
terapêuticas corporais, psicológicas e espirituais quando visitou
o México, a Indonésia, a Austrália, a Índia, o Canadá,
a China, a Bolívia, Peru, Egito e Grécia. Curso de Aprimoramento
em Medicina Tradicional Chinesa na “Xiamen University”, China.
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