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A biofísica do DNA: a vida em palavras.
O budismo tibetano é realmente uma ciência da mente.
E a mente para o budismo é um complexo sistema integrado que envolve matéria-energia-informação.
Para os grandes lamas do Tibet, muitos são os caminhos que purificam o sistema mente-corpo e os canais energéticos associados à ele.
O “lojong”, por exemplo, é um caminho que visa limpar a mente e treinar as suas funções e capacidades.
Uma verdadeira desintoxicação dos venenos emocionais e mentais é possível com a prática do "lojong".
Uma mente intoxicada pelos venenos do ego pode gerar as piores barbaridades e terrores. E uma mente limpa como a água cristalina pode gerar Budas e Cristos.
As grandes tradições sapienciais sabem que a mente representa o maior perigo para o próprio homem quando não purificada e intoxicada pela ganância, raiva, apego e medo.
A frase “homo homini lupus” do empirista Thomas Hobbes significa “o homem é o lobo do homem”.
Mas esta frase é questionável, pois muitos homens foram verdadeiros faróis existenciais no alto mar da história da humanidade.
Esta frase poderia ser substituída por outra: “homo homini mens” cuja tradução seria “a mente é o lobo do homem”.
O grande “lupus” do homem é a sua própria mente. Por isto, o treinamento da mente e as artes de dominá-la e discipliná-la são fundamentais para a sobrevivência da nossa espécie.
Dentro da filosofia budista existem três purificações que estão associadas à limpeza do ser na sua totalidade: as purificações do corpo, da palavra e da mente.
O corpo precisa ser puro, pois é o templo da alma.
As palavras precisam ser vigiadas e purificadas porque elas têm poder.
A mente precisa ser treinada e bem orientada para que o ser humano desenvolva as virtudes espirituais ou “paramitas”.
A palavra dentro do budismo tibetano tem muito poder energético. E palavras são sons carregados de significados.
Ela ocupa um lugar muito especial, pois está em uma posição intermediária entre o corpo e a mente. A palavra é quem faz a ponte entre os processos do corpo e os processos da alma.
Determinadas línguas têm poder vibratório maior: aramaico, hebraico, sânscrito, tibetano, chinês, latim e o quéchua andino.
As palavras sagradas geram vórtices de energia capazes de influenciar o sistema psicobiofísico humano.
O “mantrayana” ou caminho do som sagrado é um excelente instrumento de harmonização interior.
Existem sílabas de poder capazes de atuar diretamente no sistema energético humano.
Recentemente Poponin e Gariaev, biofísicos russos, descobriram que até mesmo o nosso DNA é sensível às palavras.
Curioso o fato de que o código genético está escrito em um texto que segue regras gramaticais e linguísticas semelhantes às nossas.
O DNA tem caraterísticas xamânicas. Ele possue sensibilidades mediúnicas de naturezas eletromagnética e sônica.
Como já foi citado, o DNA é literalmente um texto genético que possui propriedades muito semelhantes àquelas encontradas na nossa linguagem.
As palavras e os sons, portanto, podem influenciar o nosso DNA.
Os cromossomos quando danificados podem ser reparados através dos sons, da luz e de influencias da energia psi. Eis a medicina do futuro!
Esses cientistas russos descobriram que a luz mais o som podem curar. Fótons e fónons podem ser utilizados como instrumentos de cura.
É possível pensar que a reprogramação genética pode ser realizada através do uso de campos vibracionais energéticos envolvendo intenção, cores e sons.
O determinismo genético está fadado ao declínio?
Os campos de torção da moderna física são campos informacionais relacionados ao aspecto mental/intencional.
Esses campos atuam através dos fótons que transmitem as informações ao corpo via eletromagnetismo.
O DNA é muito receptivo a tudo isto. Pode ser reprogramado!
Será que existe alguma relação entre os sessenta e quatro códons da bioquímica genética humana, os sessenta e quatro hexagramas do "I Ching" e as sessenta quatro chaves de Enoch?
Parece que sim.
As chaves de Enoch (profeta do Antigo Testamento) serão ferramentas sônicas de transmutação genética e vibracional?
Existirá uma chave sônica para cada códon da bioquímica genética?
Interessante o fato de que o “Merkabá” egípcio também trabalha com a alquimia vibracional através das palavras de poder. Uma Kabala preciosa e eficiente.
A palavra realmente tem poder segundo estas diferentes tradições. Cuidar da fala é cuidar da interface soma-psique.
Existe uma relação de profunda intimidade entre palavra, corpo e mente como já afirmavam os nossos mestres ancestrais.
As palavras sagradas têm o poder de cura e mais, podem gerar ampliações no estado de consciência para os níveis transpessoais.
Quando falamos, escrevemos com a língua no texto da vida, o nosso destino!
O que sai da nossa boca é tão vital quanto aquilo que entra.
Penso que o que entra pela boca alimenta o nosso corpo e o que sai, a nossa alma.
E quanto mais carinhosas forem as palavras, mais "lights" serão os alimentos que nutrirão o nosso ser.
Palavras " lights" são as palavras de luz e amor.
Dr. Antônio Ricardo Nahas
Psicoterapeuta formado em Psicologia pela USP. Acupunturista. Curso sobre Psicologia
Budista em Dharamsala, Índia. Realizou estudos sobre Budismo Tibetano com
o atual Dalai-Lama no “Namgyal Monastery”, Dharamsala, Índia.
Curso sobre Psicologia Tibetana e Práticas Contemplativas pelo “Sakya
Tsechen Thubten Ling Centre” no “Asian Centre”, “University
of British Columbia” (U.B.C.), Vancouver, Canadá, com o lama Sakya
Trizin. Participação em palestras e workshops promovidos pela “Association
for Transpersonal Psychology” na U.B.C., Canadá, nas áreas
de Psicologia Transpessoal e Ecopsicologia. Participou de cursos e palestras sobre
Medicinas Chinesa, Tibetana e Ayurvédica. Formações em Práticas
Energéticas Chinesas, Biopsicologia e Hipnose. Conheceu várias práticas
terapêuticas corporais, psicológicas e espirituais quando visitou
o México, a Indonésia, a Austrália, a Índia, o Canadá,
a China, a Bolívia, Peru, Egito e Grécia. Curso de Aprimoramento
em Medicina Tradicional Chinesa na “Xiamen University”, China.
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