O mito sumério da criação: o arquétipo do homem ferido.

Há muitos milênios atrás Édipo se viu diante de um grande desafio: decifrar o maior de todos os mistérios – a sua própria identidade humana.

 

Esse enigma edipiano nos é proposto a cada instante pelos fatos e acontecimentos da vida. Cada momento traz uma Esfinge que nos coloca diante de nossos próprios mistérios.

 

Quando deciframos os nossos enigmas ganhamos autoconsciência, mas quando não conseguimos ascender a vela da consciência nos abismos obscuros das sombras interiores, a Esfinge acaba por nos devorar.

 

A complexidade humana gera ambivalências e contradições variadas.

 

Nós somos seres não lineares e essa não linearidade só pode ser compreendida por uma lógica que abraça e aceita os paradoxos da condição humana.

 

O homem é um ser que ocupa uma posição intermediária na escada evolutiva. Encontra-se em uma geografia parecida com aquela descrita pelos teólogos como purgatório.

 

Neste espaço transicional são muitos os purgantes existenciais que temos que tomar para limparmos os intestinos da alma no processo de busca de purificação do ser.

 

Segundo Camilo Castelo Branco, as bebedeiras também servem para purgar a alma.

 

Neste “bardo” como diriam os tibetanos, nós apresentamos uma natureza um tanto quântica. Ora somos ondas que bailam alegremente no grande mar da existência e ora somos barcos que navegam dentre tempestades e trovões na busca de um porto seguro.

 

Por que somos tão contraditórios?

 

Como explicar o fato de termos no mesmo espaço psíquico a “besta” primitiva que gera os piores terrores e o “the best” Eu Superior Divino capaz das mais lindas realizações espirituais?

 

A antiga civilização suméria talvez tenha algumas das respostas.

 

Nas suas tábuas de argila, material esse também encontrado nas entranhas humanas, são contadas estórias (ou histórias?) muito curiosas sobre as nossas origens.

 

Os gregos já diziam que para decifrar um enigma é necessário o retorno ao “arqué” ou origem. E retorno não é regressão.

 

O nosso Édipo interior só responderá as suas perguntas mais essenciais se entrar na máquina do tempo e retornar às suas origens cósmicas. Conhecer o “arqué” para decifrar o seu destino.

 

Nas escritas cuneiformes sumérias as nossas origens estão nas estrelas.

 

Segundo estudiosos desta cultura tão antiga, a Terra foi visitada há mais ou menos 445.000 anos atrás por seres conhecidos como “anunnakis”, de um planeta cujo nome é Nibiru.

 

O primeiro povoado foi construído em “Eridu” que significa “casa fora de casa”.

 

A missão desses astronautas visitantes era a obtenção de ouro na região hoje conhecida como Golfo Pérsico. Aliás, muitos outros visitantes estão por lá na atualidade buscando o ouro negro do petróleo.

 

Para fazer todo o trabalho precisavam de mão de obra barata e por isto criaram geneticamente seres híbridos com genética extraterrestre.

 

Será que o poeta Hesíodo sabia de alguma coisa ao escrever a obra “Os Trabalhos e os Dias”?

 

Como Marx trabalharia o conceito de "mais valia" genética ou quem sabe a idéia de uma burguesia cósmica?

 

Assim sendo, um “Lulu” (que significa misturado) foi criado. Esse primeiro ser poderia ser chamado de Adão?

 

Dentro desta visão mítica, que alguns consideram verdadeiro fato histórico, a raça humana nasceu de várias experiências genéticas.

 

Será que esse mito explicaria as nossas contradições e ambivalências?

 

Segundo o mito, nós somos seres híbridos. Isso poderia explicar as diferentes faces do mistério humano que é capaz de criar sinfonias sonoras e partituras explosivas nucleares.

 

Nas tábuas sumérias, uma parte da nossa substancialidade tem as suas origens na ancestralidade primitiva dos hominídeos e a outra parte, em uma genética extraterrestre inteligente.

 

Curioso o fato de que existem buracos evolutivos no nosso genoma e até hoje o elo perdido não foi encontrado!

 

Outro fato curioso é o de que também encontramos nos textos gnósticos dos primeiros séculos da era cristã, algumas citações sobre um falso deus conhecido como Demiurgo - o criador do mundo inferior e também dos homens.

 

 Alguns associam Demiurgo ao Deus do Antigo Testamento que nos fez à sua imagem e semelhança.

 

O Antigo Testamento pode ser um livro de casuística ufológica?

 

Seria “Enki”, o geneticista “anunnaki”, o Deus criador presente nas religiões judaica e cristã?

 

Muitos acreditam que a Terra foi visitada por seres de outros orbes. Existem muitos indícios arqueológicos que mostram que isso poder ser muito verdadeiro.

 

O “Kybalion” de Thoth já dizia que o macro é um reflexo do micro e vice-versa.

 

A história da humanidade é cheia de colonizações e explorações. Os portugueses e os espanhóis fizeram colônias em muitas partes do mundo.

 

Por que não pensar na possibilidade de seres extraterrestres mais avançados terem chegado à Terra com propósitos exploratórios e de colonização?

 

São muitos os mistérios que atormentam a alma humana.

 

Seremos filhos genéticos dos “anunnakis”? Ou será tudo isto pura ficção e fantasia?

 

Que impacto poderia ter tudo isto nas diferentes religiões do nosso planeta?

 

De qualquer maneira, o mito nos fornece uma pista para o entendimento de um dos maiores mistérios da psicologia: a existência simultânea da “besta” destrutiva primitiva e da “best” capacidade criativa.

 

Carregamos, segundo o mito sumério, cargas genéticas mistas de hominídeos primitivos e seres interplanetários.

 

Uma combinação curiosa, perigosa e explosiva. A combinação do instinto com a inteligência! E o que essa união é capaz de fazer é visível na história da humanidade.

 

No mito, herdamos dos hominídeos a força, a agressividade e os instintos primitivos. Dos ciganos engenheiros genéticos, capacidades cognitivas avançadas que podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal.

 

Talvez o mito explique simbolicamente as origens das nossas ambivalências e das nossas feridas mais profundas.

 

Um homem perdido na sua complexidade e ignorante da própria identidade. Um desconhecido para si mesmo jogado num mundo complexo e imprevisível que usa o instinto e a inteligência como ferramentas existenciais.

 

Os mestres da psicologia já diziam que em nosso inconsciente coletivo existem feridas que ainda não foram reparadas.

 

Segundo o mito do oriente médio, nós fomos gerados para o trabalho escravo e para a exploração da nossa força física.

 

Assim sendo, poderíamos pensar que o mito tenta entender as nossas violências e agressões como conseqüências de uma indignação existencial.

 

Sintomas de uma criação realizada por interesses egoísticos e onipotentes de um criador narcísico e nada compassivo.

 

Talvez o mito explique a inflação egóica humana como reparação de um complexo de inferioridade substancial gerada pelo espanto do homem diante dos absurdos da vida.

 

 Talvez por isto uma raiva latente e um desejo edípico de matar simbolicamente tudo o que foi supostamente criado pelo universo. O filho que deseja a morte do pai.

 

 Uma ferida aberta por não ter sido o homem gerado no amor, mas no interesse pelo ouro. Interesse esse que se perpetua ao longo da nossa própria história.

 

O mito sumério é curioso porque ele vai na contra-mão de muitos outros mitos que mostram uma criação centrada no amor.

 

Diz esse mito que o homem não se sente amado por Deus. Se Deus nos amasse tanto assim,  não nos colocaria diante de tantas adversidades e tragédias.

 

O mito sumério associa as nossas origens a um interesse prático e tecnológico. E são exatamente as Esfinges da prática e da tecnologia que hoje estão nos devorando, ao lado da busca do ouro ou do petróleo.

 

Parece que o mito tenta entender a revolta humana e as atitudes destrutivas e sádicas do ser no mergulho material.

 

A psiquiatria nos diz que aquele que foi violentado também poderá violentar.

 

Como já dizia Freud: “o que não se elabora, se repete”.

 

Dr. Antônio Ricardo Nahas

Psicoterapeuta formado em Psicologia pela USP. Acupunturista. Curso sobre Psicologia Budista em Dharamsala, Índia. Realizou estudos sobre Budismo Tibetano com o atual Dalai-Lama no “Namgyal Monastery”, Dharamsala, Índia. Curso sobre Psicologia Tibetana e Práticas Contemplativas pelo “Sakya Tsechen Thubten Ling Centre” no “Asian Centre”, “University of British Columbia” (U.B.C.), Vancouver, Canadá, com o lama Sakya Trizin. Participação em palestras e workshops promovidos pela “Association for Transpersonal Psychology” na U.B.C., Canadá, nas áreas de Psicologia Transpessoal e Ecopsicologia. Participou de cursos e palestras sobre Medicinas Chinesa, Tibetana e Ayurvédica. Formações em Práticas Energéticas Chinesas, Biopsicologia e Hipnose. Conheceu várias práticas terapêuticas corporais, psicológicas e espirituais quando visitou o México, a Indonésia, a Austrália, a Índia, o Canadá, a China, a Bolívia, Peru, Egito e Grécia. Curso de Aprimoramento em Medicina Tradicional Chinesa na “Xiamen University”, China.

 

 

 

 

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