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Diet, Light e En - light - nment: o regime da mente
Hoje farei uma reflexão sobre a vida “light”, um estilo de vida que tem como valores a saúde e a boa forma.
Dentro da Psicologia da “Gestalt”, o conceito de “boa forma” é muito utilizado na busca do entendimento dos processos cognitivos e comportamentais.
E hoje, mais do que a própria saúde o que interessa para o mundo dos simulacros é a boa aparência.
A boa imagem pode ser mantida através das academias e da alimentação “diet” ou “light”.
Os alimentos dietéticos são aqueles que possuem algum tipo de restrição. Pode ser o açúcar, o sal, a gordura, o colesterol ou a proteína.
Quanto aos alimentos “light”, eles possuem vinte e cinco por cento de redução em algum tipo de ingrediente calórico como carboidrato, gordura ou proteína.
Interessante é o fato de que a palavra inglesa “light” significa luz.
Muitas pessoas estão procurando nos alimentos “light” e “diet”, as luzes da boa forma e da melhor aparência. Um tipo de “enlightnment” ou iluminação.
A luz segundo a física relativística de Einstein é composta de um por cento de matéria e noventa e nove por cento de energia. Uma entidade ainda material, mas com pouca massa e peso quase nulo.
A luz, portanto, tem um pouquinho de peso!
Mas dentro de uma crítica estética da “physis” da luz, nota-se que de todas as manifestações da natureza nesta dimensão, a luz é a que está na crista da onda do padrão de beleza esperado pela modernidade.
Ela é magra, leve e está de acordo com os padrões estéticos do mundo contemporâneo que valoriza a ausência de massa e excessiva redução de peso.
Mas existe uma contradição um tanto curiosa em toda essa questão: como entender que dentro do próprio contexto materialista valoriza-se a perda de matéria?
Será que o materialismo está cansado de tanta matéria?
Hoje, a regra é ser como a luz. Magros de massa e quase ausentes de peso.
Muitos estão até se alimentando de luz. Nada mais “light” do que a própria luz. Fora o fato de ser alimento abundante e gratuito, colhido pelas narinas e digerido no estômago, ou melhor, nos pulmões.
No budismo tibetano também encontramos a busca do "light". Mas dentro de um outro contexto.
Essa busca aparece relacionada ao conceito de iluminação ou “en -LIGHT -nment”, que nada mais do que um estado mental cheio de vaga-lumes fotônicos que ficam dançando no espaço psíquico em alta voltagem gerando paz e beatitude.
Mente “light” ou en -light -mente.
Um estado mental leve e sem os pesos dos apegos e as massas da ignorância.
Encontramos na filosofia budista, portanto, a busca de uma vida “light”, centrada no “dharma” e na ausência de colesterol emocional.
No regime budista o que interessa é a perda da massa da ignorância e a diminuição do peso da mente.
Nossas mentes costumam ser mais calóricas do que os próprios alimentos que comemos. Existem mais gorduras mentais, carboidratos psíquicos e proteínas emocionais na alma do que no corpo.
Isso aparece muito na anorexia. Neste quadro clínico, o peso está na mente e não no corpo.
A mente do anoréxico é cheia de calorias e gorduras.
Mas como perder alguns kilos mentais?
Será a meditação um caminho?
Através da meditação podemos fazer uma verdadeira ginástica com os músculos da mente.
Podemos queimar as calorias da mente tornando-a mais “light” ou iluminada.
Alguns mestres conseguiram queimar as calorias da mente através da meditação. Diminuíram o peso da existência na prática espiritual da transcendência.
Para aqueles que desejam uma vida verdadeiramente mais “light”, é só procurar uma academia de meditação.
Dr. Antônio Ricardo Nahas
Psicoterapeuta formado em Psicologia pela USP. Acupunturista. Curso sobre Psicologia
Budista em Dharamsala, Índia. Realizou estudos sobre Budismo Tibetano com
o atual Dalai-Lama no “Namgyal Monastery”, Dharamsala, Índia.
Curso sobre Psicologia Tibetana e Práticas Contemplativas pelo “Sakya
Tsechen Thubten Ling Centre” no “Asian Centre”, “University
of British Columbia” (U.B.C.), Vancouver, Canadá, com o lama Sakya
Trizin. Participação em palestras e workshops promovidos pela “Association
for Transpersonal Psychology” na U.B.C., Canadá, nas áreas
de Psicologia Transpessoal e Ecopsicologia. Participou de cursos e palestras sobre
Medicinas Chinesa, Tibetana e Ayurvédica. Formações em Práticas
Energéticas Chinesas, Biopsicologia e Hipnose. Conheceu várias práticas
terapêuticas corporais, psicológicas e espirituais quando visitou
o México, a Indonésia, a Austrália, a Índia, o Canadá,
a China, a Bolívia, Peru, Egito e Grécia. Curso de Aprimoramento
em Medicina Tradicional Chinesa na “Xiamen University”, China.
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